segunda-feira, junho 07, 2010

Depois dos quinze




Você percebe que nem tudo é tão maravilhoso quanto parece. Que nem todos os “eu te amo” são verdadeiros. Depois do quinze, os caras te olham com outros olhos. Você começa a deixar de ser a princesinha do papai. Os programas de sábado não são mais chamar as colegas para brincar de Barbie e sim, sair para dançar e beber a noite toda.
Melhores amigas deixam de serem amigas e se tornam verdadeiras irmãs, companheiras e cúmplices. Depois dos quinze, você descobre que príncipes encantados NÃO existem.

domingo, junho 06, 2010

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F E A R




As vezes bate um medo e por um segundo me vem a cabeça que eu nunca vou alcançar os meus sonhos, que eu nunca vou conseguir o emprego que eu tanto quero, muito menos ser reconhecida no mundo da moda. Mas depois, o medo se torna vontade e eu enxergo mais claramente, que chegar onde eu quero, só depende de uma pessoa: de mim.

segunda-feira, maio 03, 2010

Ele (a)



Ele a fitou com os olhos enquanto ela conversava com as amigas na hora do intervalo. Ela sempre estava sorrindo e por sinal, seu sorriso era lindo. Ela sentiu o olhar dele em cima de si, mas não se entregou, não retribuiu. Ele não sabia o que sentia por ela, era algo que não sabia explicar. Sua vontade era de agarrá-la e não soltar nunca mais, para que ela pudesse ficar com ele para sempre. Ela sabia que ele a desejava, mas apenas provocava, nunca agradecia aos elogios que ele lhe fazia e não retribuía os beijos que lhe dava no rosto. Quanto mais ela o recusava, mais ele a queria. Ela sabia o que estava fazendo, estava brincando com ele, com os sentimentos dele. Aquele jogo era viciante.
Let’s play a love game?

domingo, maio 02, 2010

Amanhecer

Ele sentiu um aperto no peito e acordou assustado. Se ajeitou na cadeira de couro tentando fazer o mínimo de rangido possível. Levantou-se e se apoiou nos braços da cama do hospital, até que seu rosto ficasse bem próximo ao de Serena.
— Doe meu coração, tem quem precise muito dele — sibilou em um tom baixo, quase inauditível, enquanto abria os olhos aos poucos.
— Você precisa dele e vai continuar precisando durante muito tempo, querida — disse Alex abrindo um leve sorriso e acariciando o rosto da adolescente.
— Ah, eu sei que você sabe que estamos nos despedindo, aceite — deixou a cabeça cair para o lado, fazendo com que uma mecha de seu cabelo liso e ruivo caísse nos olhos.
— Mas eu não quero aceitar, eu preciso de você para viver. É por você que eu levanto todos os dias, não me deixe — ele pediu apertando a mão de Serena e tirando o cabelo do rosto dela.
— Terá que se levantar por você, porque amanhã eu não estarei mais aqui.
— Serena, mas por que? Me diz, por que tem de me deixar sozinho, sem o teu amor — lágrimas saiam incontrolavelmente de seus olhos, enquanto a menina continuava com uma expressão angelical.
— Minha missão acabou por aqui, a única coisa que estou tendo, é sofrimento. Conviver com essa doença durante 16 anos não foi fácil, preciso descansar. Meu coração está em boas condições, doe a quem precisa e cuide desse alguém, pois se tornará uma pessoa muito especial para você. Ela irá fazer com que o nosso amor continue vivo ¬— Serena sorriu novamente e piscou com muito esforço.
— Eu te amo muito e nunca vou te esquecer. Me mande sinais de que você ainda lembra de mim e ainda me ama — Alex deu um leve beijo na boca da jovem.
— O primeiro raio de luz no céu escuro ao amanhecer, será o meu sinal. Enquanto o sol nascer, eu te amo — ela deu seu último suspiro.

Primeiro Post

Olá (:
Depois de muito tempo, voltei ao mundo bloqueiro. Esse não é o meu primeiro blog, mas será a primeira vez que farei uma coisa mais séria.
Postarei textos, reflexões e umas passagens do meu dia a dia.
Espero de verdade que todos gostem.